domingo, 28 de novembro de 2010

Lagrima

 E essa lagrima que insiste em correr, mesmo depois de tanto tempo... Ela não me deixa mais dormir, pensar, respirar. As promessas que eu fiz, logo esqueço, tudo é menor que ela. Eu sempre volto a me perguntar se é bom estar aqui, se realmente é bom estar entre os vivos. Será que o que tenho não é o suficiente para me manter afastada desta lagrima? Eu realmente penso que não.  
 I flirt with suicide, sometimes kill the pain (...) Life's falling away from me. Fuck! ' #FallingAwayFromMe-A7X

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Gentinha sz

Cara, esse ano ganhei muitos presentes (novos amigos), é incrível como conhecer gente nova nos faz tão bem, ir descobrindo coisas boas e ruins, pontos fracos e fortes, coisas novas que não tinham os amigos antigos, outras que já tinham... Enfim, o fato de tu teres novos amigos te alegra , quando tu fazes uma amizade, te sentes como criança com brinquedo novo, os olhos chegam a brilhar, e mesmo que não sejam amigos a tanto tempo, pode ser 1 dia mesmo, a empolgação de tu conheceres alguém parecido contigo te deixa super *o* e eu to falando isso, porque esse ano conheci muita gente nova, que eu não esperava, gente que faz minha alegria a cada manhã, gente que faz minha alegria a cada tarde, gente que faz minha alegria a cada noite, gente que faz minha alegria a cada aula, gente que faz minha alegria a cada final de semana, gente que faz minha alegria a cada momento fail (ou não fail q) gente que simplesmente faz minha alegria  pelo simples fato de ter entrado na minha vida e de ter me recebido de boa na vida deles, eu realmente gostaria de citar todos aqui, mas não da posso esquecer de alguém e esse alguém querer me matar depois q são muitos amores *-* q
Falando sério, eu sei que talvez eu possa não demonstrar, mas todos vocês são importantes pra mim até mesmo o mendigo que passou por mim e me pediu uma esmola para comprar cachaça q (sim, isso aconteceu JSIOAJS) cada um tem seu valor, não vou dizer que todos são meus Best forever, não, ninguém sabe o dia de amanhã, mas no dia de hoje, vocês são meus amigos, companheiros de porre, de balada (uia q), de ressacas, de risadas, de choros, de fodas q putarias, seila, companheiros da vida presente, todos são importantes, e o fato de estarem comigo e me fazendo rir já os tornam especiais pra mim. Obrigada por tudo
Para todos aqueles que fazem a diferença, se tu achas que faz, sim, então é pra ti também :D

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

He who makes a beast out of himself, gets rid of the pain of being a man ♪

Can't you help me as I'm startin' to burn (all alone). Too many doses and I'm starting to get an attraction. My confidence is leaving me on my own (all alone). No one can save me and you know I don't want the attention.
As Ie-ie-ie adjust to my new sights the rarely tired lights will take me to new heights. My hand is on the trigger I'm ready to ignite. Tomorrow might not make it but everything's all right. Mental fiction follows me; show me what it's like to be set free.

...

... Daí, ela esqueceu-se de sonhar, fechou-se para o novo, afastou-se de todos, resolveu não tentar. Daí, ela deixou de viver, de acreditar, de ser... Simplesmente ela não sentiu mais nada, deixou-se levar pela dor, pelo medo, pela angustia e caiu.

domingo, 7 de novembro de 2010

Pertencer

Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. 
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. 
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. 
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. 
Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. 
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. 
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. 
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. (...) A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho!
#claricelispector

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

17 anos de vida ♪

17 anos de vida.
Eu to perdido, do joelho até o umbigo. Tudo é perigo
Resolve logo, ou transa ou sai de cima, mas não me olha assim, mas não me ri assim que eu piro. Arranjo emprego, monto apartamento, te levo em lua-de-mel pra onde você quiser. Só, brotinho, não me obrigue a usar cinismo
17 anos de vida eu também tive. Ah eu to perdido

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O que sentimos?

É como me disse minha manã um amigo meu, em uma descrição do que sentimos:
É por isso q eu penso em qualquer coisa... Mas nunca na minha vida, e mesmo assim essa opressão da alma, esse aperto no peito, e essa vontade enorme de chorar "sem motivos aparentes" me assombram, e se eu paro pra pensar em tão, a dor que me toma é tão intenção que até chorar fica difícil...
É como tu seres um imortal, mas sentir dor, e estar sendo perfurado por espadas, nunca morrer... Mas sofrer eternamente
Como tentar se afogar e não conseguir e ficar nessa angustia enorme... E sem fim
por
 @__samuk